Links Úteis
Acordo Ortográfico
Para se divertir
Um falso amigo é o pior dos inimigos, pois contamos-lhes os nossos segredos, partilhamos intimidades, enfim, “baixamos a guarda”. Porém, como diz o ditado “mantenha os seus amigos por perto e os seus inimigos mais perto ainda”, então, se os falsos amigos são os piores inimigos, esses são os que temos que manter mais perto para que possamos conhecê-los melhor e estar em condição de contra-atacar de modo a frustrar os seus planos quando nos forem apunhalar pelas costas.
Falso amigo é assim o que chamam muitas línguas (espanhol, inglês) ao que designamos por falsos cognatos. São palavras que parecem ser uma coisa em outra língua, mas não o são. Mantenha os falsos cognatos mais próximos de você do que de qualquer outra palavra. Ou seja, conheça-os melhor do que qualquer outra palavra. Fale-os, leia-os, escreva-os e ouça-os mais do que qualquer outra palavra no idioma que deseja aprender. Mas, cuidado, use-os com sabedoria (ou seja, no sentido correto) ou todos esses conselhos de nada valerão e ainda ficará vulnerável à traição. Por isso, há por vezes contaminações dessas palavras relativamente à nossa língua.
São questões que também pode aprender ao frequentar uma aula de inglês em Goiânia ou uma aula de inglês em Natal ou em qualquer outro lugar.
Eis alguns exemplos de falsos amigos: actually ( na verdade e não atualmente), to pretend (fingir e não pretender), exquisite(requintado e não esquisito).
Quando o nosso objetivo é converter uma nota em moedas, o que devemos dizer?
a) "Trocas-me esta nota?"
b) "Destrocas-me esta nota?"
A forma correta é a da alínea a). Devemos usar o verbo trocar porque destrocar significa "desfazer uma troca".
Assim, podemos dizer:
- Trocas-me esta nota de cinco euros por moedas de um euro?
- Fui à loja outra vez para destrocar o mp3. (= ou seja, anular a troca anterior)
- Vou ao banco destrocar as libras que me sobraram.
Note-se que em contextos informais e mais populares é comum usar-se a forma destrocar, mas deve evitar-se em situações mais formais.
Se não tiver ficado satisfeito com as informações deste artigo, pode também consultar:
Retomo a actividade do blogue com a resposta a uma dúvida de um leitor que recebi recentemente. Estes dois verbos não têm apenas um "e" a diferenciá-los, pois o seu significado é também distinto.
Aprender significa "reter na memória, adquirir conhecimento" (ex. aprender uma receita, aprender a letra de uma canção); "adquirir de modo mais ou menos sistemático, os conhecimentos e as aptidões necessárias para se tornar competente." (aprender inglês, aprender um ofício, aprender a ler e a escrever...); "ficar a saber, através da observação, experiência ou vivência"; "adquirir conhecimentos, saber".
Apreender significa "assimilar", "captar", "perceber", "entender ou interiorizar através da inteligência, do raciocício" (ex. Ela tem muita facilidade em apreender aquela matéria). Pode também significar "retirar legalmente da posse de alguém, cassar; fazer uma apreensão de objectos" (ex. A polícia apreendeu-lhe a carta. A polícia apreendeu toda a mercadoria ilegal)
Portanto, o significado destes verbos é diferente. Aprender envolve uma actividade mais contínua para a construção do conhecimento, enquanto apreender tem a ver com uma assimilação rápida, uma capacidade de entender algo.
A partir de agora está disponível um novo blogue sobre questões relacionadas apenas com o Acordo Ortográfico. Acordo Ortográfico está à vossa disposição em http://acordoortograficopt.blogspot.com ou http://acordoortograficopt.blogs.sapo.pt para quaisquer dúvidas que digam respeito à aplicação deste acordo.
a) Aldeãos?
b) Aldeões?
c) Aldeães?
Na verdade todas estas formas são possíveis. A palavra aldeão admite as três formas do plural possíveis para as palavras terminadas em –ão.
- A Maria emigrou para França, mas passados uns anos regressou a Portugal.
Esta frase está correcta?
A resposta é afirmativa. “Passados” é, neste caso, um adjectivo verbal, criado a partir do particípio passado do verbo “passar” e, como tal, tem de concordar em género e número com o nome a que se refere (neste caso, anos).
Assim, deve-se dizer e escrever:
- A Maria emigrou para França, mas passados uns anos regressou a Portugal.
Qual a frase correcta?
a) Onde está a mala?
b) Aonde está a mala?
Os advérbios interrogativos “onde” e “aonde” são frequentemente confundidos, mas a regra é simples:
• Onde = “em que lugar”. Indica permanência, lugar sem movimento.
• Aonde = “a que lugar”, “para que lugar”. É usado com verbos de movimento.
Por isso dizemos:
- Onde está a Rita? (= em que lugar está a mala?)
- Aonde vais? (= a que lugar vais?) A mesma regra aplica-se em frases que não sejam interrogativas e nas quais “onde” e “aonde” têm um valor de pronome relativo.
- A Maria está onde a viste ontem. (= no lugar em que)
- O lugar aonde vou não te diz respeito. (= ao qual) Por isso, deve dizer e escrever:
- Onde está a mala?
- Qual a frase correcta?
a) A herpes labial é uma doença muito incómoda.
b) O herpes labial é uma doença muito incómoda.
A forma correcta é “o herpes”. Trata-se de uma palavra que veio do grego onde pertencia ao género masculino, que se manteve até à actualidade. Por isso deve dizer e escrever:
- O herpes labial é uma doença muito incómoda.
- Gosto muito dos pães-de-lós de Ovar.
Esta frase não está correcta. A forma correcta é pães-de-ló. Quando uma palavra é formada por um nome, uma preposição e outro nome, só o primeiro elemento vai para o plural. Por isso deve dizer e escrever:
- Gosto muito dos pães-de-ló de Ovar.
- Põe a camisola na mala, se couber.

"de forma que” ou “de forma a que”
"façamos" e "possamos" (pronúncia de)
apresentar-se-à ou apresentar-se-á
concordância com "o número de"