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Em Português Correcto

Blog interactivo onde se pretende dar resposta a questões sobre o português falado e/ ou escrito

Porque ou por que?

A distinção entre estas duas expressões é menos difícil do que se possa pensar.

Porque é uma conjunção causal com o sentido de por qual motivo.

Por que trata-se da preposição por mais o determinante relativo que.

 

Quando é possível substituir a expressão por pelo qual, pela qual, pelos quais ou pelas quais, então deve-se usar os dois vocábulos.

Exemplos: Não sei porque te foste embora (=por qual motivo)

Não sei por que razão te foste embora (=pela qual)

 

Quanto à frase interrogativa, regra geral usa-se a palavra única, à excepção de quando esta é acompanhada de substantivo.

 

Exemplos:

Porque vieste? (=Por qual motivo vieste?)

Por que motivo vieste?

 

Verbos com duplo particípio

Ao dar resposta a esta dúvida que me chegou via email, aproveito para abordar a utilização dos particípios passados de verbos que possuem duas formas.

O verbo matar possui dois particípios passados, um regular (matado) e um irregular (morto). Resta saber quando se deve usar um ou outro. Pois bem, a forma regular usa-se com os verbos ter e haver (ter matado, haver matado) e a forma irregular, aplica-se com os verbos ser e estar (ser morto; estar morto). Esta regra aplica-se aos outros verbos com dois particípios. Vejam a lista:

 

infinitivo     particípio regular   particípio irregular  
absorver absorvido     absorto
aceitar     aceitado    aceito, aceite
acender      acendido   aceso
afligir  afligido   aflito 
assentar   assentado  assente 
benzer benzido   bento   
 cativar    cativado  cativo
cegar cegado   cego
 completar   completado completo
convencer  convencido convicto
corrigir corrigido correcto
cultivar cultivado culto
 descalçar  descalçado  descalço  
dirigir  dirigido  directo 
dissolver   dissolvido   dissoluto
distinguir      distinguido distinto
eleger    elegido    eleito 
emergir   emergido     emerso  
entregar  entregado   entregue 
envolver    envolvido  envolto 
 enxugar  enxugado  enxuto
escurecer   escurecido escuro
expressar  expressado expresso
exprimir    exprimido  expresso
expulsar    expulsado      expulso
extinguir  extinguido extinto    
frigir    frigido    frito   
 ganhar   ganhado    ganho  
 gastar gastado  gasto 
imergir   imergido              imerso
 imprimir      imprimido     impresso 
incorrer   incorrido      incurso
inquietar   inquietado     inquieto 
inserir   inserido    inserto 
isentar    isentado      isento 
 juntar    juntado    junto
  libertar   libertado   liberto 
limpar    limpado  limpo
manifestar  manifestado   manifesto
matar       matado   morto 
morrer   morrido morto  
nascer   nascido    nato, nado
ocultar      ocultado  oculto
omitir    omitido omisso  
pagar     pagado                pago
prender    prendido preso
romper  rompido    roto  
salvar   salvado salvo 
secar   secado     seco 
soltar   soltado    solto
submergir  submergido submerso
suspender  suspendido suspenso
 tingir          tingido   tinto    
vagar    vagado   vago
                          

Os verbos apresentar, empregar e encarregar tradicionalmente só aceitam as formas apresentado, empregado e encarregado, no entanto há gramáticas e dicionários que já aceitam as formas encarregue e empregue, dada a proliferação do seu uso.

À, á, há ou ah?

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 á ou à

Muitas pessoas têm dificuldade na colocação do acento no "a" e, erradamente, optam pelo acento agudo (´). Com efeito, sempre que se trate de utilizar a preposição "a" contraída com o artigo definido "a", o acento é grave.

 

Exemplificando: O João vai à feira = O João vai a(prep.) a(art.) feira

a + a = à

 

O acento grave só surge em mais seis palavras portuguesas. A saber:

 

às (a + as) Ex. Ele foi para casa às quatro horas.

àquele (a + aquele) Ex. Ele foi àquele sítio de que te falei.

àquela (a + aquela) Ex. Ela foi àquela conferência.

àqueles (a + aqueles) Ex. Eles foram àqueles bares famosos.

àquelas (a + aquelas) Ex. Elas foram àquelas lojas.

àquilo (a + aquilo) Ex. Não liques àquilo que ele disse.

 

Por isso não se enganem: este "á" não existe.

  • à ou há

Já vimos de onde surgiu a palavra à. No entanto, ela é facilmente confundida com a sua homófona . Ora, este segundo vocábulo, é uma forma do presente do indicativo (3.ª pessoa do singular) do verbo haver. Este verbo tem várias significações e uma das formas de termos a certeza de que se trata da forma verbal, é substitui-la por um sinónimo, como "existe".

 

Exemplificando: Ele disse que há/ à um acento na palavra

                             Ele disse que existe um acento na palavra

                            = Ele disse que um acento na palavra.

 

O exemplo tenta demonstrar, que sendo possível substituir-se a palavra pela forma verbal "existe", ficamos a saber que devemos utilizar a forma do verbo haver, ou seja, "".

 

Veja-se outro exemplo:

O João vai à/há escola.

O João vai existe escola (não faz sentido) = O João vai à escola.

 

No entanto, nem sempre este truque resulta. Assim, aconselho um outro: substituir a palavra por "havia". Se a frase ficar com sentido, é porque se trata da forma "", caso contrário, será a palavra "à".

  • E a forma "ah"?

"Ah" é uma interjeição exclamativa. Serve para exprimir admiração.

Ex. Ah, que bebé tão lindo!

Plural de guarda-chuva


Qual o plural de guarda-chuva?
 
a)      guardas-chuvas
b)      guarda-chuvas
c)      guardas-chuva
 
A forma correta é a b). Quando a palavra é composta por uma forma verbal e um nome ou adjetivo só o segundo elemento vai para o plural. Assim, dizemos:
 
Um guarda-chuva   -   dois guarda-chuvas
Um guarda-sol - dois guarda-sóis
 
A mesma regra aplica-se caso o primeiro elemento seja uma palavra invariável:
 
Um contra-ataque   -   dois contra-ataques
Um recém-nascido  -  dois recém-nascidos
 
Fontes:
 
imagem daqui

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