google.com, pub-7363809219244122, RESELLER, f08c47fec0942fa0

Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em Português Correcto

Blog interactivo onde se pretende dar resposta a questões sobre o português falado e/ ou escrito

Onde ou donde?

Onde é um advérbio que indica permanência, referindo situações de lugar sem movimento. É equivalente a “ no lugar em que”, quando usado como relativo:
 
- A rua onde vives é calma.
 
Quando usado como interrogativo, equivale a “em que lugar”:
 
- Onde está o teu irmão?
 
Donde corresponde à contracção da preposição “de” com o advérbio “onde”. Exprime origem ou procedência, equivalendo a “de que lugar”:
 
- Donde é que ele veio?
 
É também utilizado para indicar uma conclusão ou uma consequência de algo que se disse anteriormente, significando “do que se conclui”, “daí”:
 
- Ele ontem bebeu demasiado, donde os disparates que disse.

Moral ou mural?

a) Ele não tem ___________ para a poder condenar.
b) Ele pintou um ___________ magnífico.
 
Qual a palavra correta em cada uma das frases? Confirme com a definição:
 
  • Moral “conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento”; “conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas”; “ética”, “valores”.


  • Mural – “relativo a muro”, “pintura”.
 Portanto:
a)      Ele não tem moral para a poder condenar.
b)      Ele pintou um mural magnífico.

 

Fontes

Imagens daqui e daqui.

Morar ou murar?

Vou murar a minha casa.
                                                
Está a frase correcta? Sim, porque:
 
  • Murar – pôr muros
  • Morar – habitar
 
Logo,
 
- Ele vai murar a casa, para ficar mais protegida.
- Eu vou morar numa vivenda.

Impotável ou imputável?

Numa fonte estava afixado o seguinte aviso:
 
 
Água imputável para consumo
 
     Estará aqui a palavra “imputável” correctamente utilizada? Vejamos o que significam estes adjectivos:
 
  • Imputável – é aquilo que se pode imputar, ou seja, atribuir a alguém.
  • Impotável – é o que não se pode beber.
 
Assim:
 
- A água daquela fonte era impotável.
- Ele foi prejudicado por um erro imputável à administração.

Consolado ou consulado?

- Comi muito. Estou mesmo _______________!
 
E agora? “Consolado” ou “consulado”?
 
  • Consolado quer dizer “aliviado”, “confortado”, “animado”, “satisfeito”, “regalado”.
  • Consulado refere-se a “cônsul” podendo designar as funções e a duração do cargo que lhe é atribuído, ou à sua residência ou local onde exerce essas funções.
 Exemplos:
 
- Comi muito. Estou mesmo consolado!
- Ele foi consolado pelos amigos.
- Fui ao consulado português tratar de uns documentos.

Cerrar ou serrar?

- Ele está a ____________ uma tábua para fazer um móvel.
 
Qual a forma correcta? Vejamos a diferença:
 
  • Cerrar significa “fechar”;
  • Serrar quer dizer “cortar com serra”.
 
Logo:
 
- Ele está a serrar uma tábua para fazer um móvel.
- É preciso cerrar fileiras em defesa da liberdade.

Acerto ou asserto?

a) Pedi para me fazerem um _____________ na minha conta.
 
Qual a palavra que completa a frase? Vejamos:
 
  • Acerto significa “ajuste”;
  • Asserto é sinónimo de “afirmação”, “asserção”.
 
Assim:
- Pedi para me fazerem um acerto na minha conta.
- Ele falou com asserto.
 
Não se deve também confundir “acerto”(acêrto), com “acerto”(acérto) forma do verbo acertar. Exemplo:
 
- Eu acerto sempre no alvo.

Concordância do verbo com sujeito composto

Quando temos um sujeito composto, em geral, o verbo vai para o plural:
 
- A Maria e o irmão saíram.
 
Há, no entanto, algumas excepções.
 
1.Quando os elementos do sujeito estão ligados por “com”, o verbo pode usar-se no plural se concordar com ambos os elementos, ou no singular se concordar com o primeiro sujeito.
 
O João com a Maria foram ao cinema.
O João, com o primo, foi ao cinema.
 
2. Se os elementos do sujeito são ligados por “ou” ou “nem”, o verbo vai para o plural se a acção disser respeito aos dois elementos, ou fica no singular se apenas tiver a ver com um dos elementos.
 
Nem a chuva nem o frio o impediram de sair.
Ele queria vir, mas ou o trânsito ou o trabalho impediu-o.
 
3. Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem outro”, o verbo fica geralmente no singular, embora também possa ficar no plural.
 
Nem um nem outro percebeu o que se tinha passado.
Nem um nem outro perceberam o que se tinha passado.
 
4. O verbo pode ficar no singular quando os elementos do sujeito são resumidos por um pronome indefinido como “cada qual”, “cada um”, “nada”, “ninguém”, “tudo”, etc.
 
A Ana, o irmão e os pais, ninguém saiu de casa.
 
5. Quando os elementos do sujeito estão ligados por uma conjunção comparativa (como, assim como, bem como, etc.), o verbo pode concordar com o primeiro elemento se se pretende destacá-lo
 
A Maria, como o irmão, é inteligente.
 
6. Quando o verbo vem antes do sujeito, pode haver concordância com o elemento mais próximo, caso em que o verbo fica no singular.
 
Chegou a vizinha do rés-do-chão e o marido.
 
7. O verbo pode ficar no singular quando os elementos do sujeito são dois ou mais infinitivos.
 
Ir lá, encontrá-lo e abraçá-lo era o que ela mais queria.

Pronúncia de "façamos" e "possamos"

A pronúncia de formas verbais na primeira pessoa do plural do presente do conjuntivo como “façamos” ou “possamos” suscita algumas dúvidas. Esta dificuldade está relacionada com a confusão gerada com outras formas verbais do mesmo tempo verbal, levando a que algumas pessoas tendam a pronunciar estas formas verbais como sendo acentuadas na antepenúltima sílaba.

Vejamos então como pronunciar correctamente:

- Que eu faça (fássa)

 - Que nós façamos (fassâmos)

 

- Que eu possa

- Que nós possamos (pussamos)

Fizeste ou fizestes?

Manuel, fizestes o que eu te disse?
 
Erradamente, tal como na frase acima enunciada, emprega-se para a segunda pessoa do singular (tu) a forma correspondente à segunda pessoa do plural (vós). Com efeito, a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito termina em –ste:
 
- (tu) falaste
- (tu) perdeste
- (tu) fugiste
 
A forma da segunda pessoa do plural do pretérito perfeito termina em –stes:
 
- (vós) falastes
- (vós) perdestes
- (vós) fugistes
 
Assim:
 
- Manuel, fizeste o que eu te disse?
- Manuel e Maria, fizestes o que vos disse?

Pág. 1/2